terça-feira, 14 de agosto de 2012

É Mais Fácil "Quebrar O Microscópio"


Foi mostrado a um nativo da Índia, através de um microscópio, os germes existentes nas águas do Ganges. O nativo foi informado de que não deveria beber mais daquela água. Ele não gostou dos olhares agitados dos germes e pegando um pedaço de pau, quebrou o microscópio e continuou bebendo a água.
Às vezes agimos da mesma forma que aquele nativo indiano. Preferimos "quebrar o microscópio" que aceitar a verdade que liberta, transforma e abençoa. Não queremos mudar de vida; não queremos tomar outra direção; não queremos buscar novas alternativas; não queremos abandonar nossos erros e pecados.
Queremos encontrar o caminho da felicidade, mas, não queremos deixar de seguir o caminho De nossa vontade. Queremos receber as bênçãos de Deus, mas, não queremos aceitar as condições de Deus para nos dar as bênçãos almejadas. Queremos ser vitoriosos, mas, não queremos seguir as instruções do Comandante que conhece o caminho da vitória.
O que mais fazemos em nossas vidas é "quebrar o microscópio"! Não estamos dispostos a mudar, não estamos dispostos a obedecer, não estamos dispostos a abandonar o pecado, não estamos dispostos a buscar ao Senhor, não estamos dispostos a amar, não estamos dispostos a crer. Queremos apenas por querer e não estamos prontos para pagar o preço de ser uma nova vida em Cristo. É muito mais fácil "quebrar o microscópio".
Deus nos mostra a Sua vontade através de Sua Palavra. Fala conosco através da oração. Abençoa-nos através de Seu Santo Espírito.
E você, vai aceitar a direção do Senhor ou vai também "quebrar o microscópio"?
(Paulo Barbosa)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

As três coisas

Chen Ziqin perguntou ao filho de Confúcio: “Teu pai te ensina algo que não sabemos?”
O outro respondeu: “Não. Uma vez, quando eu estava sozinho, ele perguntou se eu lia poesias. Respondi que não, e ele mandou que lesse algumas, porque abrem na alma o caminho da inspiração divina.
Outra vez ele me perguntou se eu praticava os rituais de adoração de Deus. Respondi que não, e ele mandou fazer isto, pois o ato de adorar faria com que entendesse a mim mesmo. Mas nunca ficou me vigiando para ver se eu o obedecia”.
Quando Chen Ziqin retirou-se, disse para si mesmo:
“Fiz uma pergunta, e obtive três respostas. Aprendi algo sobre as poesias. Aprendi algo sobre os rituais de adoração. E aprendi que um homem honesto nunca fica vigiando a honestidade dos outros”.

Paulo Coelho

domingo, 6 de maio de 2012

O que tenho nas mãos

Buda reuniu seus discípulos, e mostrou uma flor de lótus – símbolo da pureza, porque cresce imaculada em águas pantanosas.
“Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos”.
O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores. O segundo compôs uma linda poesia sobre suas pétalas. O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo.
Chegou a vez de Mahakashyap. Este se aproximou de Buda, cheirou a flor, e acariciou seu rosto com uma das pétalas. “É uma flor de lótus”, disse Mahakashyap. “Simples e bela, como tudo que vem de Deus”.
“Você foi o único que viu o que eu tinha nas mãos”, foi o comentário de Buda.


Paulo Coelho

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Carregando o que já foi deixado para trás

Chu e Wu voltavam para casa, depois de uma semana de meditação no mosteiro. Conversavam sobre como as tentações se colocam diante do homem.
Chegaram à margem de um rio. Ali, uma bela mulher esperava para poder atravessar a correnteza. Chu pegou-a nos braços, carregou-a até a outra margem, e continuou sua viagem com o amigo.
A determinada altura, Wu disse:
“Conversávamos sobre a tentação, e você pegou aquela mulher no colo. Deu oportunidade para o pecado instalar-se em sua alma”.
Chu respondeu:
“Meu caro Wu, eu agi naturalmente. Atravessei aquela mulher, e deixei-a na outra margem do rio. Mas você continua carregando-a em seu pensamento – e por isso está mais próximo do pecado”


Paulo Coelho